18.1.18

O Euromilhões é uma Fraude, um embuste!

Para começar dizer que acho mal, acho muito mal, que o preço do Euromilhões tenha subido. A alteração de preço não é recente, mas a minha indignação também não é de agora. Uma aposta de 2 euros já era cara, quanto mais 2,50... Um roubo! Depois passaram a ser dois dias de apostas. Para quê? EU DIGO-VOS PORQUÊ... Para terem ainda mais palermas a largar o seu dinheiro durante a semana, pois está claro. O Euromilhões é uma fraude!! Vamos lá deixar de ser burros e perceber que, sendo um jogo de apostas totalmente informatizado, COMO É ÓBVIO, eles dão os prémios quando bem lhes apetece. Sim, sim, sim... não se deixem iludir. Geralmente quando têm muita margem para o fazer é que dão prémios, os espertalhões. Estando tudo informatizado é fácil perceber as combinações de números que não foram usadas (pelos pelintras que gastam os seus tostões) e, voilá, selecionam uma chave que não saiu a ninguém! Desta forma, os jackpots surgem quando eles bem entendem. "Ah, acho que se calhar está na altura de fazer um jackpot chorudo, assim só porque já não damos nada há já algum tempo!" Entretanto tenho varias razões para achar que o Euromilhões é um jogo totalmente manipulado e, assim sendo, aqui estão algumas dessas belas razões:

O ser humano é uma merda. É verdade. Ainda agora (salvo seja, que já foi há uns bons meses) os Russos foram banidos dos jogos olímpicos de inverno, porque se armaram ao pingarelho e os exames antidoping, com médicos envolvidos, estavam todos comprados. Sim, um processo que deveria ser totalmente independente estava, afinal, a fechar os olhos a resultados que permitem o uso de substancias ilícitas. Anda meio mundo para enganar outro meio (na verdade eu até acho que não é só metade). Ou também já se esqueceram do escândalo da Volkswagen e das emissões?? As grandes marcas não se coíbem de adulterar resultados para obter lucros. Vale tudo. E se ainda não estão convencidos, lembro-vos de algo que tão depressa não me vou conseguir esquecer... então e a Paula Brito e Costa??? Ãh? Essa marota. Era tão boa moça... ela só fez aquilo porque tinha alergia a comida barata e os estofos de um carro que não um BMW... faziam-lhe assadura. Então porque não usar donativos que seriam para benefício de utentes, doentes com doenças raras? 

"Meu anjo, goste de si que eu também gosto! Adeus, um beijinho", diz ela. Não duvido que a Maria Helena goste muito de si. E do seu dinheiro. Mais do seu dinheiro, convém dizer já assim de rompante, ferindo suscetibilidades. É que a mulher não engana ninguém, porque nem boa a fingir é. O anúncio é tão mau, mas tão mau, que cheira a embuste que tresanda. "No centro Maria Helena, a doutora ajuda a melhorar a sua vida". Mas qual doutora??? Mas qual vida??? FALSA! "No centro Maria Helena nunca me sinto sozinha. Assim faço a minha limpeza espiritual". Limpeza faz a Maria Helena à carteira da malta que acha que a Lenita vê o futuro nas cartas e que, com a ajuda da sua varinha de condão (sim, ela tem uma e não tem medo de a usar), cura a malta das suas maleitas. "há um mês que eu me sentia muito em baixo e decidi ligar para o centro Maria Helena e iniciar o tratamento". (?????) São testemunhos verídicos, meus amigos. Nem se nota nada que foram pagos para dizer aquelas trafulhices. 

Outro dos escândalos que me deixa a pensar que já vi tudo, é o do programa da RTP, The Voice. Então não é que os que supostamente cantam melhor, aqueles com maior potencial para vencer, foram convidados para participar, pela própria produção do programa? Pois é, um dos concorrentes que vai ser levado ao colo até à final, admitiu numa entrevista que tinha sido contactado pela produção do programa para entrar. Como é óbvio ele sabia que não poderia revelar tal informação mas achou que era giro deixar a malta perceber que ele é "tão bom, mas tão bom, que só mesmo convidado participaria". Entretanto já saiu (update), é verdade, mas nada invalida que até essa decisão não tenha sido uma consequência da revelação. Era chato vencer depois de meter a boca no trombone. Eu acho tudo muito lindo, que se convide malta, mas pelo menos que não tentem esconder isso, não tentem dar a entender que todos os concorrentes se candidatam de livre e espontânea vontade e fazem a normal romaria para entrar num programa de televisão.  

Por estas e por outras, porque haveria eu de achar que o jogo do Euromilhões é um jogo totalmente transparente? Será assim tão descabido achar que é tudo manipulado informaticamente? Outra prova, A MAIS EVIDENTE, é que eu nunca ganhei o primeiro prémio!!!! E já devia ter acontecido pelas minhas contas (sim, eu sempre fui bom a matemática). Ou muito me engano ou isto está tudo comprado! Por isso, senhores responsáveis, saibam desde já que eu vou denunciar toda a vossa manipulação de resultados. E podem vir cá com as emissões a mostrar as bolinhas a rodopiar nas máquinas, a saltitar de alegria, com a "entidade independente" para lá e para cá, que a mim não me enganam. "A extração dos números é acompanhada por auditores que garantem o cumprimento das regras e a legalidade do sorteio"... e lá aparece um plano da senhora a "inspeccionar" todo aquele teatro. Se é um concurso a nível europeu... querem me fazer acreditar que o sorteio acontece ali em Queluz de baixo? E depois o Euromilhões, em Portugal, é gerido pelos Jogos Santa Casa. O Santana Lopes era provedor desta instituição. O que é que querem mais? (com um bocado de sorte a Ana Leal lê o meu post e deixa-se inspirar para a sua própria grande investigação).




10.1.18

Tussilene, venha cá

Estou doente. Estou praticamente ligado às máquinas. Quando fui à farmácia, cambaleando já sem forças, pedi sem mais delongas um expectorante. Deram-me prontamente, de nome Tussilene. É claramente nome de empregada doméstica brasileira. Neste momento a Tussilene está na cozinha e eu, deitado sem me conseguir mexer, pergunto-me, será que responde pelo nome? "Ó Tussilene, por favor, venha cá. Venha cá que eu tou a ver que me passo para o outro lado... traga daí o xarope para a tosse antes que eu a ponha no olho da rua" 



2.1.18

Feliz ano novo! Espero que não vos falte nada este ano!

Espero que tenham paz, amor, sucesso e, se possível, que não vos falte nada. É que a mim falta. Roubaram-me o papel higiénico. Roubaram-me o único rolo de papel higiénico que me restava. Mentira, tinha mais um, no quarto. MAS NÃO INTERESSA. Era meu. Era para limpar O MEU RABO. E quando chego à casa de banho e me deparo com aquela ausência, não só me lembrei de que aquela situação já tinha acontecido, assim como de repente percebi, desta vez, (e assim também da outra) quem tinha sido!! Qual crime no expresso do oriente, eu desvendei o mistério dos rolos de papel raptados. A investigação ainda está em curso, é certo, mas tudo indica que foi... o António!!!! Sim, logo o António. O pior da situação é que nós nem partilhamos a mesma casa de banho. Tal como nos livros policiais, é sempre a pessoa que menos se espera que seja. Ou é a velhinha que está tetraplégica, ou a empregada que era um amor de pessoa, que até tinha adotado crianças no Congo e, vai-se a ver, enfiou uma faca no estômago da vizinha. Mas logo o António, aquele que me foi (no dia a seguir a descobrir o furto), dia 31, dizer à cozinha, de propósito, qualquer coisa como: "Acho que não te vejo mais, por isso, boas entradas!!!". Ah, POIS VÃO SER BOAS ENTRADAS, vão, vão ser entradas com o rabo sujo!!! Porque se dependesse dele, era certinho como entrava em 2018 com o cu por limpar. Está bem que não era papel da Renova, e também não era de folha dupla, mas era do Pingo Doce que muito tem mérito no fabrico de papel higiénico. E vamos que eu não reparava logo que não tinha papel??? Ãh? Como é que ia ser? 

E depois vai-me logo roubar algo que eu não gosto particularmente de comprar. Podia usar a minha pasta de dentes, caraças, eu deixava! Ou sabonete! Agora papel-higiénico? Não é propriamente daquelas coisas que eu goste de admitir ao mundo que preciso. Estar na fila de um supermercado com 32 rolos de papel higiénico não prima assim pela discrição. Salta logo à vista que uma pessoa é humana, e hoje em dia não convém parecer humano. Ou acham mesmo que, sei lá, a Sara Sampaio faz cocó? Claro que não!! Ela é demasiado perfeita para fazer essas coisas. Agora a sério, eu acho convictamente que ela não faz. É impossível alguém como ela usar uma casa de banho para esses efeitos. E depois lá tenho eu de pensar a melhor hora para ir ao supermercado, equacionando quando estará menos gente para poder comprar estas coisas que nos fazem ser comuns mortais. Eu pelo menos, quando vejo alguém a comprar papel higiénico fico escandalizado. Começo logo a imaginar a pessoa sentada na sanita e é todo um cenário assustador na minha cabeça. Pior que comprar papel para esses  fins só mesmo comprar preservativos ou lubrificantes. Não é que eu precise de comprar essas coisas, atenção. O que eu faço é esconder os preservativos por debaixo de todas as outras compras, mas já se sabe, há sempre aquela altura em que a senhora da caixa terá de passar o produto e fazer o 'pi', sem ninguém atrás de mim de preferência. 

Entretanto eu estou a dar um desconto porque, vá, é inicio do ano, e eu quero ser uma boa pessoa em 2018. Pronto, até final de janeiro, pelo menos. À partida, eu quero acreditar que poderá ter sido uma visita que ele teve cá por casa. Porque teve, que eu bem sei. Pode perfeitamente ter sido a visita que, ao confrontar-se com a triste realidade de não ter papel, não se coibiu de ir à outra e açambarcá-lo para seu belo regalo. Mas gastou o rolo todo? Não podia ter tirado uma folhita ou outra? Como é óbvio eu não fui de modas e lá fui eu investigar onde andaria o rolo. Já só me resta entrar no quarto dele e, meus amigos, tudo pode acontecer. Quem me tira o rolo de papel higiénico, tira-me tudo. Da próxima semana não passa. Vou entrar no quarto e salvá-lo!!! Nisto escrevi um post it, elegante evidentemente, e deixei-o junto ao sucessor do rolo roubado. Reza o seguinte: "SE TIRAREM DAQUI O PAPEL HIGIÉNICO EU VOU TER DE LIMPAR O CU À VOSSA TOALHA". Acham que está bom? É que se começo janeiro sem papel, imagine-se a tragédia que será o resto do ano. 


28.12.17

o Ano (espetacular) da Padaria Portuguesa

Foi um ano em beleza para esta empresa que já nos habituou a um modelo de negócio de sucesso, sempre a pensar nos trabalhadores/colaboradores/massa assalariada/serviçais. Desde a primeira polémica com as declarações do senhor Nuno Carvalho, que nunca mais fui comer um belo pão com chouriço, que tanto aprecio, vamos lá admitir sem pudores. NUNCA MAIS? Nunca mais. Aquilo fazia-me mal e assim foi remédio santo. Era bom, não digo que não. A ultima vez que comprei, pedi, e passo a citar-me: "uma neta com chouriço". A resposta não se fez esperar, em frente de várias pessoas: "UMA NETA COM CHOURIÇO???". Eu não sabia que, para algumas pessoas, uma neta com chouriço era só uma relação de incesto depravada numa família disfuncional. A senhora riu-se imenso, alto, e fez questão de mostrar aos que a rodeavam o seu espanto ao ouvir, pela primeira vez na sua longa vida, as palavras neta e chouriço juntas. Por aquela altura já eu desejava nunca ter nascido e serviu-me de emenda, porque agora (muito, mas mesmo muito raramente), quando penso cometer esse grande erro, faço questão de gritar, quero um PÃO COM CHOURIÇO, OUVIRAM BEM, EU NÃO DISSE NETA, DISSE SÓ PÃO. 

Mas isto para dizer que a Padaria este ano está de parabéns. Depois de declarações simpáticas, em janeiro e novamente em outubro, nada como terminar o ano com mais uma adorável polémica. No entanto, voltando por instantes ao início do ano, porque isto é demasiado bom relembrar... à pergunta da jornalista sobre "Qual o impacto do aumento do salário mínimo nas contas deste ano?", o caríssimo respondeu: "150 mil euros". Assim de repente é puxado, é sim senhor, até dá pena alguém ter tantos encargos com a sua empresa! Eu ficava a dever àquela gente toda, não conseguiria gerir tanto ordenado para pagar. "Quanto é que faturaram em 2016", perguntou a jornalista, cuja resposta foi, do nosso ilustre amigo, a seguinte: "26,3 milhões. Este ano esperamos chegar aos 38 milhões". Quanto ao ordenado médio, o querido diz ser de 695 euros. É preciso dizer mais alguma coisa ou está tudo dito? Façam as contas, como dizia o outro.

Em outubro, o mesmo querido disse qualquer coisa como: "Críamos um espírito de equipa que vale mais do que a remuneração base", que são 580 euros, convém frisar. Mas então o homem não pode dizer nada? Poder até pode, convém é ter noção que se calhar é preferível não dar entrevistas porque depois, dizendo tamanhas baboseiras, já se sabe; corre o risco de ser escrutinado. E como já são duas num ano, calhando não falava mais em publico, ãh? Se as pessoas se esquecem? Com toda a certeza, e é que nem demora muito tempo mas, pelo menos eu, garanto que me vou sempre lembrar que um dos tipos à frente da empresa (que não é o outro dos gato fedorento), que por acaso até passo várias vezes ao dia à frente de uma das lojas, é um perfeito idiota. É que me basta fechar os olhos para conseguir ver na perfeição a sua cara de escroto. Quando isto acontece está marcado para a vida.

Agora, que é como quem diz, no dia de natal, surgiu uma bela imagem com um contentor do lixo onde, por cima, se faziam notar vários bolos-reis muito discretos. Quase não se viam, até porque eram só sete. É que passavam praticamente despercebidos por quem ali passava. Ainda para mais estavam à frente da porta da Padaria Portuguesa e toda a gente sabe que os consumidores da Padaria entram pelas traseiras por isso as hipóteses de passarem e darem de caras com aquele cenário enternecedor eram baixas. Não vamos ser hipócritas, há desperdício todo o ano, em todo o lado. O que choca é ser o bolo rei, o que choca é ser no natal. O que choca é saber que quando me mudei, há quase dois anos para a Alameda, não existia nenhum sem abrigo na minha rua. Depois passei a ter um, um senhor que anda sempre de fato. Depois passei a ver outra pessoa a dormir com ele. Entretanto há mais uma pessoa, instalado numa outra porta da IURD (sim, nessa seita do demónio); e agora há mais um que dorme atrás de uma caixa de eletricidade. 

A minha relação com o tradicional bolo-rei é tumultuosa. Desde sempre. Basicamente era obrigado a comer uma coisa só porque era tradição. Lembro-me quando ainda era permitido haver brinde dentro do bolo e honestamente um tipo nessa altura até se esforçava. O grande entusiasmo de comer um bolo tão mau, cheio de frutas cristalizadas horríveis, era exatamente o de perceber se tinha realmente brinde ou se nos tinha calhado a fava. O brinde algo ridículo de tão insignificante. Lembro-me de uma chucha de metal a fazer lembrar os piões do jogo monopólio. Depois lá alguém deve ter esticado o pernil com aquilo enfiado na garganta, ou partido os dentes da frente, e pronto, foi o fim da tradição. Para o próximo ano, suspeito que, se não existirem Bolos-Reis no lixo vamos todos estranhar. É que assim como quem não quer a coisa a Padaria Portuguesa inventou uma nova tradição de natal: abaixo os bolos-reis, abaixo as frutas cristalizadas de tamanhos megalómanos!






14.12.17

A Ana Tudo Levou

O pior da tempestade Ana ainda não passou. Ainda não levou tudo mas, quer me parecer, vai levar. A Ana (Leal) fez aquilo que é, e deveria ser, o verdadeiro jornalismo. Jornalismo de investigação, entenda-se. O tipo de jornalismo que eu, honestamente, não esperava ver na TVI (bora lá ser honestos). É certo que não é a primeira grande investigação da tempestade Ana, aliás, boatos correram que a jornalista até tinha sido afastada da TVI, aquando de uma outra investigação, neste caso sobre dinheiro público esbanjado para financiar o ensino privado e, claro, interesses instalados. Somente por fazer o seu trabalho, e por dar com a língua nos dentes, a dizer as verdades, correu que a Ana tinha sido, citando uma notícia de há dois anos: "convidada a sair da estação". Acho difícil que tenha sido realmente assim. Mas dizer que, primeiro, a minha reação à notícia de um eventual caso de irregularidades na gestão financeira na associação foi, assim em jeito de pessoa sensata,  ponderada e justa (sem ter visto a reportagem), acreditar que se trataria, por certo, de um mal entendido. Que a senhora responsável pela instituição se conseguiria defender e, até, que tudo não passaria de uma GRANDE confusão. Eventualmente alguém, que não a presidente, se estaria a aproveitar de dinheiro indevido. A primeira coisa que fiz foi ir ler o post da instituição no facebook. Até me pareceu muito bem fundamentado, verdade seja dita; até eu fiquei por momentos a achar que era (sim, também eu) uma grande cabala contra a senhora doutora, engenheira, Paula Brito e Costa e Sousa e Mello de Bettencourt da Polinésia de Braga, Mazzaropi de Vasconcelos, da Assunção Johnson (baby).

Depois vi a reportagem que é no mínimo desconcertante. Ver alguém, à frente de uma instituição como a Raríssimas, a aproveitar-se dos fundos para gastar 200 euros em gambas, a andar de BMW 520 e a receber perto de 6.000 euros por mês é absolutamente... genial!!! Assim de repente pensei, também eu, em criar uma fundação. Assim com imensos doentinhos. Ou uma IPSS... é como lhe queiram chamar. Desde que vá recebendo uns tostões do Estado, assim um milhão ou outro de quando em vez, o nome é o que menos importa! É que já estou a imaginar-me a passear alegremente pela Ralph Lauren no el Corte Inglés, com a Cavaca de olho nos vestidos na Carolina Herrera. Cavaca essa que agora se diz muito "espantada" com a situação... Ainda assim, acham que eu ia andar sozinho? Nem pensem, eu também quero andar com a Cavaca de um lado para o outro, além de outras figuras de Estado que isto depois vai-me catapultar para um mundo de pessoas influentes, pois que também eu quero ficar na "mó de cima". Mais, podem me tirar fotos agarrado a alguém influente, enquanto passeio à beira mar, numa viagem paga pela instituição (que é como quem diz, pelo Estado. Que é como quem diz, pelos contribuintes, que é como quem diz, por pessoas que vivem a sua vida monótona na legalidade). Se ela quiser, a Cavaca, até a convido para um jantar com gambas salteadas em cama de espargos com trufas brancas italianas, acompanhado de um belo bife kobe.  

Além de figuras nacionais de renome internacional, como a Cavaca, essa ilustre personalidade, também quero receber figuras da realeza. De preferência o Prince Harry. Sem a deslavada da sua nova namorada (que aquilo assim como assim também não vai dar em nada... basta que ele veja a minha instituição, salta-me logo para o Lombo e vamos viajar para os Barbados... para todos os efeitos para visitar doentinhos com tosse). Ou, vá, o Rei Filipe VI de Espanha que, desde que não venha com a enjoadinha da Letícia, é muito bem vindo na minha instituição/fundação/golden mine. Acho que não é pedir muito. A minha instituição também não terá fins lucrativos, está bem? Mas podem contribuir desde já com os vossos donativos singelos, para a conta: PT50 0010 0000 2705 1980 0017 8 Assim como assim também podem fazer desde logo a transferência para a conta na Suiça. Ou no Panamá. Ou nas Ilhas Cook. O que interessa é que contribuam para esta causa nobre que por certo vai ajudar muita gente. Nomeadamente a minha mãe, que desta forma poderá ir comprar uma bimby. E uns casacos Visons para o inverno. Com pelo verdadeiro. Ou um vestidinho de alta costura parisiense. Também dou a minha fortuna para não comprar uma briga! Logo que cheire um arrufo, prefiro dar todo o dinheiro (que açambarquei aos meus doentes que tanto amo); Mas que ninguém se lembre de comprar uma briga comigo! É melhor... a sério... (enquanto digo isto, abano-me com um leque com cristais swarovski). Fiquem sossegados, façam as coisas como il faut. Estão bem... da maneira como eu quero... não estão bem, andor! 

Como estou a viver na Alameda, e me vou deslocar para Arroios, onde vai ser a minha instituição, (isto já está tudo mais que pensado), vou apresentar também eu despesas de deslocação no valor de 1500 euros. Como é óbvio não vou de metro, era o que mais faltava. Vou de limusina. Para receber o Prince Harry vamos ter bandeiras bordadas cuja módica quantia é de 1500 euros. Vão ser várias, atenção. Que já bastou o pobre homem ter perdido a mãe, ainda ter de vir a Portugal e ver bandeiras sem serem bordadas, é de alguém querer desistir da vida, quiçá, atirar-se da ponte Vasco da Gama - porque todos sabemos, não, não somos todos iguais. E se recebermos o Senhor Presidente da República, ficam já a saber que não há cá selfies para ninguém! Quando ele sair da minha instituição, façam dele o que entenderem, até o podem violar se assim for de vosso interesse. O Senhor presidente é aquela pessoa que toda a gente conhece! Que eu não gosto pessoalmente... Não é do Senhor Presidente, é da postura que este Presidente tem! Da forma como ele tem vulgarizado a sua posição... (O Cavaco e a Cavaca não eram nada assim) Além disso não é casado, não há nenhuma lady para me acompanhar nesta fachada, logo não gosto nada dele. E cheira mal da boca. Mais... É uma terça feira, nós não estamos aparentemente a trabalhar...  mas temos que estar (se é que me entendem!!!!!). Por isso toca a fingir que estão muito ocupadas a tratar de todos os doentes, e tentem não espancar nenhum porque se babou um bocadinho, pelo menos enquanto o Presidente por aqui andar. Finjam que estão num dia habitual de trabalho e eu juro que não vos desço o ordenado de 500 euros. Precisamos de movimento e de encher a casa. Finjam, finjam muito bem, que eu também vou fingir que não sou um cabrão sem escrúpulos. 

A partir de amanhã, o primeiro que passe por mim e não me cumprimente como eu mereço, a seguir, está no olho da rua! Fiquem já a saber. Mais, quando eu entrar para o meu gabinete, façam o favor de se levantar e de bater palmas. Se possível, estendam uma passadeira vermelha e façam uma vénia à minha ilustre passagem. Podem também beijar-me os sapatos. Se pensam que isto não é uma dinastia, é! Ficam já a saber que quem me vai suceder é o meu gato Tobias. Estou a criar este império para que ele seja o meu sucessor. Ganha por mês 1200 euros mais um subsidio da Wiskas e um complemento para escovagens e para tirar bolas de pêlo. Ao todo 2.600 euros. Para quem não conhece o Tobias (gato), é o herdeiro da parada, eu chamo-lhe sempre o herdeiro da parada. E sim é os meus olhos e os meu ouvidos aqui na instituição. Fazem alguma coisa e ele conta-me tudo. E é assim: Ana Leal, vem cá armar-te em esperta que eu levo-te para um beco sem saída e apareces com as tripas de fora. O meu assessor Salvador trata disso pessoalmente. Ele está mais que habituado a lidar com jornalistas bisbilhoteiras com a mania que são espertas. A tentar sabotar fortunas, a tentar desmascarar fraudes, esta... esta... pulha!!!!!!!!!!

(obrigado Ana, obrigado por trazer dignidade à imagem dos jornalistas que há muito tem sido descredibilizada pela classe política, mas não menos pela própria classe jornalística que opta por se centrar em questões triviais, corriqueiras, em vez de fazer trabalhos como de resto este preconizou). 



7.12.17

Cristiano Ronaldo e as bolas

As bolas do Cristiano Ronaldo estão bem guardadas. É um prodígio, não há como ignorar e a dona Dolores sabe disso muito bem, até porque assume um papel preponderante no que toca a cuidar das bolas do filho. Quem fica muito aborrecida é a Georgina, que fica possessa e fora de si, pois acha que só ela pode tocar nas bolas do CR7. Uma coisa é certa, Ronaldo venceu a liga dos Campeões, liga espanhola, supertaça espanhola e, como se não bastasse já, a europeia - o que deixou pouca margem para dúvidas sobre quem venceria este ano. As bolas deste menino valem ouro. Há muito boa gente que dava tudo para ter as bolas dele nas mãos. Vocês não se importavam, escusam de mentir. Olhem o Messi. Não é que o argentino não tenha já as bolas dele, tem, só que não se importava nada de ter as do Ronaldo só para ele. É o segundo ano consecutivo que Cristiano atinge o feito, note-se. Para terem a real dimensão desta proeza, basta pensar que o Figo só tinha uma bola, coitado. Deve ter sido complicado para ele gerir toda esta situação. 

Ronaldo vai muito provavelmente querer exibir as suas bolas ao mundo. Preparem-se. Não vão conseguir ver outra coisa nos próximos dias. Messi tem uma foto em que as mostra sem pudor e com muito orgulho, por isso o Cristiano deverá querer fazer o mesmo. Tenho uma mente aberta a esse ponto, não há cá falsa modéstia e moralismo bacoco. Eu só não mostro as minhas bolas porque não as tenho, mas também mostrava à descarada. No Instagram, no facebook, em plena baixa pombalina, na Gran Via... era em todo o lado. Há inclusive uma foto do CR7 a dar um beijinho na própria bola!!! Parecendo que não, as bolas sao grandes e pesadas... Isto é incrível, e é por estas e por outras que ele é o melhor do mundo!