15.2.18

O Caleidoscópio Especial

Corri Lisboa à procura de um caleidoscópio. Sim aquele vidro (ou plástico) com vários fragmentos que espelha a mesma imagem uma série de vezes, e que por isso cria um efeito visual característico. Já toda a gente espreitou por um. Entre o entrar e sair de lojas, que mais ou menos poderiam eventualmente vender esse tipo de artefactos (útil à minha carreira de Mario Testino), pensava eu, fui-me habituando às mais diversas caras de espanto, numa alegre miríade de reações diferentes (e surpreendentes). Da estupefação ao levantar do sobrolho, o "não" seguia-se sempre, levando-me a questionar o porquê existência da chamada vida "inteligente" no planeta terra. E de superfícies comerciais. Essencialmente a questionar o porquê de existirem grandes espaços megalómanos onde na verdade não encontramos aquilo que mais precisamos.  Mesmo que seja um caleidoscópio. É que já toda a gente teve um, é daquelas coisas que não serve para grande coisa, mas lembro-me de em criança ter tido. Houve, no entanto uma loja de brinquedos de criança, no Vasco da Gama, cuja resposta à questão me fez entrar num estado de apneia profunda: "Tem caleidoscópios?", a resposta é notável: "Não... mas olhe, veja na Fnac! Eles às vezes tem umas coisas meio robóticas..." 


3.2.18

Cine-Concerto Harry Potter, hoje, em Lisboa


É hoje, é mesmo hoje! Esperei muito por este dia. Até porque não consegui ir à primeira edição, no ano passado, por isso, sim, foi uma longa espera. Lembro-me de ter ido ver o Harry Potter e a Câmara dos Segredos duas vezes ao cinema. Conseguir justificar à minha mãe que valia a pena ir, pela segunda vez, ver o mesmo filme, não foi fácil. Acho que tive de chorar. Uma vez não chegava. Tinha 12 anos e lembro-me de sair do cinema completamente siderado, eu próprio a achar que era um feiticeiro. De resto isto é algo que me acontece ainda hoje, sempre que estou a sair do cinema, e gostei do filme, estou sempre em modo personagem. É coisa para durar umas duas horas, ainda que com o Harry Potter isso tenha durado alguns meses. Pancadas. Saibam desde já que nem adiante se meterem à minha frente na fila, como filho do diplomata, tenho imunidade a várias coisas e, obviamente, tenho prioridade. Nem pensem em comprar uma briga comigo. Ainda há bilhetes, poucos, mas há. Eu quero aquilo cheio para ser mais emocionante. O concerto/filme começa às 20:30, na Altice Arena, e por favor não cheguem atrasados, não quero cabeças a passar à minha frente e gente perdida sem saber onde se sentar. De lembrar que o filme é projetado num ecrã com 20 metros em alta definição e que a banda sonora é, já se sabe, interpretada ao vivo por uma orquestra conduzida pelo maestro Mattias Manasi. Entretanto, feitas as contas, vou ver este filme, pela terceira vez ao cinema. Porque não, duas não bastavam.


31.1.18

Que raio vem a ser isto???




Matem-me devagarinho. Estava eu a trabalhar, há coisa de duas semanas, quando alguém me diz, do nada, que iria haver um filme de uma das séries mais emblemáticas de sempre. Fiquei capaz de ir fazer uma manifestação para a porta da Assembleia da República, discutir isto em plenário, levar o caso até ao Tribunal dos Direitos do Homem, em última instância. Eu não sei se estou preparado para isto. Agarrem-me, metam-me açúcar debaixo da língua, preparem um desfibrilador, façam o que quiserem, mas ajudem-me a enfrentar este cenário de horror. Ao que consta é falso, atenção, mas alguém me explique o porquê de existir todo este cenário perturbador? Se existe é porque foi equacionado, certo? Entretanto fui investigar mais e, ao que tudo indica, é uma mera montagem de vários filmes e séries em que os atores entraram. Não quero uma reunião de Friends, quero continuar a rever a série, só, de tempos a tempos. Entretanto já acabei novamente de ver as 10 temporadas e algo me diz que vou rever mais um punhado de vezes. Mas recuso-me a ir ver um filme, ficam desde já a saber. É que a montagem está tão má, mas tão má, que se dissessem que era verdadeiro, que ia mesmo estrear um filme, eu acreditava. Não se pode esperar melhor de um reboot.



3 Cartazes à bordinha da Estrada



Num ano marcado por denúncias de assédio sexual na indústria cinematográfica, em catadupa, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing Missouri, em inglês) é, até agora, (mas calma que ainda só vi três filmes nomeados, e vou a meio de outro), um dos potenciais vencedores desta 90º edição dos Óscares. Ora potencial porquê, pergunta o caro e ilustre leitor, cujo último filme que viu relacionado com os Óscares, foi o La La Land, ou o Moonlight; eu explico: Três cartazes mesmo, mesmo, à bordinha da estrada, conta a história de uma senhora de semblante fechado, mas implacável, de nome Mildred Hayes (a atriz Frances McDormand) que decide pagar um valor avultado para poder fazer uso de três outdoors, com palavras de protesto à polícia local que, pela inexistência de provas, não prosseguiu com a investigação da morte de Angela Hayes, a sua filha. Esta foi violada, assassinada e queimada. Coisas fofinhas, portanto. Ora um repto a debater questões na ordem do dia e já se sabe, a temática é, ou deveria ser, de extrema consideração sobretudo sendo esta uma indústria com um impacto megalómano na cultura. 

Não é que exista diretamente uma ligação entre assédio e uma violação, ou assédio e um homicídio. Mas haverá, por certo, a tendência em fazer a ponte com os casos de assédio e, sobretudo, estabelecer uma relação com a posição tomada pela personagem. Apelando sobretudo a uma voz e um papel mais ativo sobretudo no que toca à denúncia destes casos, contrariando o medo, a vergonha ou a eventual impotência que as vítimas sentem. Posto isto, este filme mostra aquilo de que alguém é capaz para ter justiça, nem que esta seja feita pelas próprias mãos. Mildred ao ver o caso da sua filha sem qualquer desenvolvimento, encontra então este original método de colocar uma pequena cidade do Missouri em total alvoroço. Claro que depressa os cartazes assumem tamanhas repercussões que nem a própria Mildred lograva alcançar. E de repente nem todos os efeitos são os desejáveis, e de repente os fins não justificam os meios e fica complicado discernir a real dimensão e impacto das ações tomadas. Enquanto se dá conta das repercussões, Mildred não deixa de resmonear por onde quer que passe.

Sem culpado à vista, Mildred acha que vale tudo para poder encontrar o grande responsável pela morte da filha, mas não menos para responsabilizar também aqueles que pouco, ou nada, fizeram para apurar responsabilidades, e por momentos também nós achamos que vale tudo e achamos justificação para toda aquela  panóplia de atitudes. Vamos percebendo ao longo da narrativa que as personagens se vão transformando (a olhos vistos) à luz dos acontecimentos e sobretudo questionar se foi realmente uma boa ideia usar os três cartazes ali, mesmo à bordinha da estrada. É que por muito que pareça difícil aceitar, é difícil conseguir provas e nem sempre é realmente fácil desvendar este tipo de crimes. Nem todos podem ter o Hernâni Carvalho, convenhamos. O filme consegue levantar várias questões fortes, entre eles o tema recorrente e crónico do racismo na sociedade norte-americana, polvilhado com humor que de resto está patente durante todo o filme e que acaba por torná-lo menos denso e aligeirar de certa forma a temática. A brincar, a brincar, já venceu o Globo de Ouro na categoria de melhor filme.

Vale a pena ver a trama pela desconstrução das personagens ao longo da narrativa. Por uma ou outra cena com a qual não contávamos e que nos traz de volta o interesse que achávamos ter perdido algures à entrada de Ebbing. Uma ou outra cena que nos faz questionar a revolta e o seu propósito. Vale a pena ver o filme, muito porque não acaba de uma forma previsível como tudo parecia apontar a certa altura e o nosso "eu já sei como é que isto vai acabar", é um fail épico. Acho que os realizadores já perceberam que um bom filme aos olhos da crítica nunca pode acabar bem, nunca pode acabar totalmente resolvido, porque dificilmente isso espelha a vida. Um bocadinho como a verdadeira literatura. Confronta-nos com o real, passa-nos a mão pelo pêlo, sem recurso a paninhos quentes. Já ninguém acredita no "felizes para sempre", por mais idílico e desejável que isso seja. Entretanto se eu acho que vou rever este filme alguma vez mais? Dificilmente. A real dimensão do filme, para mim, mede-se pela vontade que eu tenho de o rever e neste caso é nula. Pronto, via só mais uma vez. Mas longe das 20 vezes (no mínimo) que os meus filmes preferidos têm direito. 



24.1.18

A senhora pássara



Lady Bird está nomeado para o Óscar de melhor filme nesta que será uma edição polémica, muito "caso Harvey Weinstein" no ar, durante o certame para cinéfilos mais aguardado do ano. Prevejo muito discurso dentro da temática. Muita mulher a aplaudir de pé e muito choro à mistura. Todos os anos, por volta de novembro, rebenta um qualquer escândalo em Hollywood. O que é certo, e o que eu sei, é que aqui há uns tempos era bem mais fácil cumprir o objetivo de ver todos os filmes antes do dia, agora é bem mais complicado, porque são efetivamente muitos. Isto também veio na sequência de uma perda de interesse generalizado pela famigerada atribuição de prémios. As audiências assim o confirmam. Eles devem ter pensado que, com mais filmes nas categorias, mais pessoas envolvidas nas produções... ora mais pessoas envolvidas na produção, mais atores a trabalhar, mais atores, mais pessoas da família dos atores interessados em ver os filhos/netos no grande ecrã; mais pessoas da família, mais vizinhos a dizer "olha este é filho do nosso vizinho, o sr. Michael, sim, aquele que tinha um talho, e agora o filho é ator e diz que está muito bem na vida". E é assim que as audiências crescem, querem eles acreditar. Isso e um escândalo qualquer à mistura. 

Lady Bird não tem grandes pretensões, parece que foi assim, por mero acaso, parar à categoria de melhor filme do ano. Não li uma única crítica sobre o filme para não me deixar contaminar nas apreciações, mas também não há muito por onde fugir, quer me parecer. Até Lady Bird tem mais opções de fuga em mente. Lady Bird vai assim, a esvoaçar, parar à categoria que é, de resto, a "dita" mais importante, para nos contar, ou fazer-nos lembrar, de um tempo em que em que queríamos sair o mais depressa possível do sítio onde crescemos. Daquele sítio onde nada nos parece amigável, onde não há ninguém de quem (achamos nós) precisamos ou de quem possamos vir a ter saudades quando conseguimos, finalmente, ir embora. Onde não nos revimos em nada nem ninguém. Onde nos achamos bons demais para ali ficar. Não sabemos bem para onde queremos ir, mas sair é a única escapatória, ou definharemos para sempre. Faz-nos olhar para trás e perceber que alturas houve em que achávamos que os nossos pais nos odiavam. E que muito provavelmente há muitas coisas que fazemos só para os ver felizes. Estamos dispostos a tudo, menos ficar no mesmo sítio.  

Lady Bird passa a narrativa toda a tentar encontrar uma saída, para poder, enfim, voar daquele sitio, ainda que pelo meio consiga arranjar cada vez mais motivos para querer fugir de Sacramento, na Califórnia. Este filme fez-me lembrar uma frase de um outro filme, muito conhecido, e que facilmente resumiria este: "Dear God, make me a bird so I can fly far, far away from here".  Entrar na universidade nos Estados Unidos não é bem a mesma coisa que ir estudar para Lisboa. Não ficamos assim a uma hora de ir buscar tupperwares de comida à casa da mãe. Rumar a uma grande cidade como Nova Iorque é a única hipótese aceitável para Lady Bird (que recusa ser chamada de outra forma) ainda que, dadas as fracas aptidões escolares, e as condições económicas da família, torne isso verdadeiramente difícil. Ainda assim, não revelando se ela consegue ou não sair daquele "fim de mundo", há qualquer coisa na personagem que nos transmite essa inadaptabilidade e com a qual nos identificamos. Ou que na eminência nos poderemos identificar. Pronto, eu identifiquei-me.

Se vai ganhar a estatueta de melhor filme? Certamente não vai. Mas este filme é para quem quer ou quis sair de casa à revelia dos pais. Para quem, por um momento que seja, já teve vontade de se atirar de um carro em andamento durante uma discussão com os progenitores. Para quem foi e para quem volta e meia, lá se apercebe, por alguns momentos, que afinal o sitio onde se cresceu não é assim tão mau como nos parecia ser. Que as pessoas não são só insuportáveis ali, que são em todo o lado. Que somos nós que nos temos de adaptar ao mundo e não o contrário. Que vamos sempre querer aquilo que não temos e que raramente damos valor às coisas até as perdermos. Nada de novo portanto, é só a vida a ensinar-nos algumas lições. Que por mais que queiramos fugir de determinadas coisas que nos trouxe a educação, às quais achamos ser imunes, (no filme as próprias imposições católicas com as quais tem de lidar a personagem principal), há uma altura em que vamos encontrar conforto onde não pensaríamos ser possível. Logo no inicio Lady Bird faz uma pergunta: "achas que eu pareço ser de Sacramento?". Já eu pergunto, acham que eu pareço ser de Rio Maior? 



18.1.18

O Euromilhões é uma Fraude, um embuste!

Para começar dizer que acho mal, acho muito mal, que o preço do Euromilhões tenha subido. A alteração de preço não é recente, mas a minha indignação também não é de agora. Uma aposta de 2 euros já era cara, quanto mais 2,50... Um roubo! Depois passaram a ser dois dias de apostas. Para quê? EU DIGO-VOS PORQUÊ... Para terem ainda mais palermas a largar o seu dinheiro durante a semana, pois está claro. O Euromilhões é uma fraude!! Vamos lá deixar de ser burros e perceber que, sendo um jogo de apostas totalmente informatizado, COMO É ÓBVIO, eles dão os prémios quando bem lhes apetece. Sim, sim, sim... não se deixem iludir. Geralmente quando têm muita margem para o fazer é que dão prémios, os espertalhões. Estando tudo informatizado é fácil perceber as combinações de números que não foram usadas (pelos pelintras que gastam os seus tostões) e, voilá, selecionam uma chave que não saiu a ninguém! Desta forma, os jackpots surgem quando eles bem entendem. "Ah, acho que se calhar está na altura de fazer um jackpot chorudo, assim só porque já não damos nada há já algum tempo!" Entretanto tenho varias razões para achar que o Euromilhões é um jogo totalmente manipulado e, assim sendo, aqui estão algumas dessas belas razões:

O ser humano é uma merda. É verdade. Ainda agora (salvo seja, que já foi há uns bons meses) os Russos foram banidos dos jogos olímpicos de inverno, porque se armaram ao pingarelho e os exames antidoping, com médicos envolvidos, estavam todos comprados. Sim, um processo que deveria ser totalmente independente estava, afinal, a fechar os olhos a resultados que permitem o uso de substancias ilícitas. Anda meio mundo para enganar outro meio (na verdade eu até acho que não é só metade). Ou também já se esqueceram do escândalo da Volkswagen e das emissões?? As grandes marcas não se coíbem de adulterar resultados para obter lucros. Vale tudo. E se ainda não estão convencidos, lembro-vos de algo que tão depressa não me vou conseguir esquecer... então e a Paula Brito e Costa??? Ãh? Essa marota. Era tão boa moça... ela só fez aquilo porque tinha alergia a comida barata e os estofos de um carro que não um BMW... faziam-lhe assadura. Então porque não usar donativos que seriam para benefício de utentes, doentes com doenças raras? 

"Meu anjo, goste de si que eu também gosto! Adeus, um beijinho", diz ela. Não duvido que a Maria Helena goste muito de si. E do seu dinheiro. Mais do seu dinheiro, convém dizer já assim de rompante, ferindo suscetibilidades. É que a mulher não engana ninguém, porque nem boa a fingir é. O anúncio é tão mau, mas tão mau, que cheira a embuste que tresanda. "No centro Maria Helena, a doutora ajuda a melhorar a sua vida". Mas qual doutora??? Mas qual vida??? FALSA! "No centro Maria Helena nunca me sinto sozinha. Assim faço a minha limpeza espiritual". Limpeza faz a Maria Helena à carteira da malta que acha que a Lenita vê o futuro nas cartas e que, com a ajuda da sua varinha de condão (sim, ela tem uma e não tem medo de a usar), cura a malta das suas maleitas. "há um mês que eu me sentia muito em baixo e decidi ligar para o centro Maria Helena e iniciar o tratamento". (?????) São testemunhos verídicos, meus amigos. Nem se nota nada que foram pagos para dizer aquelas trafulhices. 

Outro dos escândalos que me deixa a pensar que já vi tudo, é o do programa da RTP, The Voice. Então não é que os que supostamente cantam melhor, aqueles com maior potencial para vencer, foram convidados para participar, pela própria produção do programa? Pois é, um dos concorrentes que vai ser levado ao colo até à final, admitiu numa entrevista que tinha sido contactado pela produção do programa para entrar. Como é óbvio ele sabia que não poderia revelar tal informação mas achou que era giro deixar a malta perceber que ele é "tão bom, mas tão bom, que só mesmo convidado participaria". Entretanto já saiu (update), é verdade, mas nada invalida que até essa decisão não tenha sido uma consequência da revelação. Era chato vencer depois de meter a boca no trombone. Eu acho tudo muito lindo, que se convide malta, mas pelo menos que não tentem esconder isso, não tentem dar a entender que todos os concorrentes se candidatam de livre e espontânea vontade e fazem a normal romaria para entrar num programa de televisão.  

Por estas e por outras, porque haveria eu de achar que o jogo do Euromilhões é um jogo totalmente transparente? Será assim tão descabido achar que é tudo manipulado informaticamente? Outra prova, A MAIS EVIDENTE, é que eu nunca ganhei o primeiro prémio!!!! E já devia ter acontecido pelas minhas contas (sim, eu sempre fui bom a matemática). Ou muito me engano ou isto está tudo comprado! Por isso, senhores responsáveis, saibam desde já que eu vou denunciar toda a vossa manipulação de resultados. E podem vir cá com as emissões a mostrar as bolinhas a rodopiar nas máquinas, a saltitar de alegria, com a "entidade independente" para lá e para cá, que a mim não me enganam. "A extração dos números é acompanhada por auditores que garantem o cumprimento das regras e a legalidade do sorteio"... e lá aparece um plano da senhora a "inspeccionar" todo aquele teatro. Se é um concurso a nível europeu... querem me fazer acreditar que o sorteio acontece ali em Queluz de baixo? E depois o Euromilhões, em Portugal, é gerido pelos Jogos Santa Casa. O Santana Lopes era provedor desta instituição. O que é que querem mais? (com um bocado de sorte a Ana Leal lê o meu post e deixa-se inspirar para a sua própria grande investigação).