21.4.16

Nunca Vou Ser Presidente da República

Não vou ser Presidente da República nem Primeiro-Ministro, mas há uma razão primordial para isso. Pois que estou recenseado em território nacional, sim senhor. Não sou 'notoriamente' reconhecido como demente, e também não estou internado em nenhuma ala psiquiátrica... posso garantir! (ir ao psiquiatra dia sim, dia não, não conta, certo?) O que seria já meio caminho andado para me abrirem as portas a esse mundo tão prazeroso que é o da governação. Mas não. Ora, processos judiciais em nenhum estou envolvido. Preciso, contudo, de vá, um minimo de 7.500 assinaturas, mas ali umas tardes em Loures e Odivelas e a coisa dá-se (Se o Vitorino Silva consegue, eu também!). Ainda não tenho 35 anos, e ainda falta bastante, mas conto lá chegar, o que me parece não ser barreira para destruir este meu sonho de infância, quando eu perguntava: "Oh mãe, por que é que não pode ser sempre sábado e domingo, sábado e domingo?", já tudo indicava que o que eu queria era uma profissão de poder. Cada candidato deverá designar um mandatário (a.k.a. escravo) para o representar nas operações referentes... perdi-me no meio de tanto artigo. Bem, mas como dá para notar, tudo é praticável, tudo é possível, mas há um grande entrave que me faz sentir que nunca conseguirei aceder a tamanho, glorioso e ilustre posto: sei falar bem inglês. Já se sabe, Presidente que é Presidente fala mal a língua de terras de sua majestade. Quanto pior falar, melhor, pode até aumentar a probabilidade de conseguir uma dobradinha no mandato! Já pensei ir tirar um curso para aprender a falar mal inglês, acham que consigo, ou é muito difícil? Já sei dizer six ó cloque esplanate, graças ao Zezé Camarinha, ilustre professor de Cavaco, Sócrates e até de Marcelo (sim, até o Marcelinho fala mal inglês, como convém). É um principio, tenho esperança. 


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