28.5.16

Querido Mudei a Casa de Banho (E ficou uma bela merda)

Mentira, ficou gira. Mais modernaça é impossível que até o tampo da sanita é daquelas que fecha suavemente, em slow motion, que é de ficar embevecido com a façanha. Ainda não pensei em usá-la, e não vou conseguir tão cedo ser capaz de o fazer, já que a acho demasiado bonita para ter de lavar com o meu rabo (ainda que sexy) lá enfiado. Ou então é só mesmo porque o raio da porta ainda não foi colocada e é chato ter um contacto com a dita nessas circunstâncias. Por falar em rabos, (rabo vai ser a palavras mais proferida neste post, é que aviso já) o pedreiro era um bom representante da classe e andava sempre com a retaguarda à mostra. Mal se dobrava lá estava ele a espreitar, e tendo em conta que passou grande parte do tempo nessa posição (3 horas só para montar a sanita), já se está mesmo a ver que os meus olhos apanharam uma overdose de rabo. Não era felpudo e isso já é uma dádiva! Entretanto já falta pouco para estar tudo nos conformes. Já só falta pôr a porta, o espelho, o vidro de 1.80 para a cabine de chuveiro (e só Deus sabe como é que isso vai acontecer) e pintar a parede, já que não levou azulejo até à estratosfera. Toda a casa fica linda, dá inclusive vontade de rebolar em cima da camada de pó. Fazer o croquete na paia é já uma prática ultrapassada, o que está a dar é fazer o mesmo, mas em pó de obras! O desafio é bem maior, até porque depois não conseguimos tirar tudo num segundo com água, muito porque não temos onde o fazer! É uma aventura. Toda esta situação me é familiar... quando vivia em Istambul, com uma alemã e um turco (namorados) eles resolveram arranjar a porcaria da casa de banho logo nessa altura. Atingi o limite da dignidade humana nessa semana. Fiz cocó para um saco e chichi para o lavatório da cozinha. Não é toda uma situação adorável? Pior foi quando, para tomar banho, nos disseram para irmos ao 4º andar. Deram-nos a chave e quando tentávamos abrir a porta estava lá uma família de indianos, indignada. Crianças e mulheres com ar assustado. E primeiro que conseguíssemos explicar que era só para tomar uma banhoca e ficarmos cheirosos? Ui. É que nem inglês, nem turco, nem mandarim aqueles meninos falavam. Quando entrámos, e conseguimos ir à casa de banho, encontrámos a sanita com um senhor castanho, que por certo tinha nacionalidade indiana. Por falar em merda, estou a ver o Rock In Rio, e ao que parece é uma espécie de musical (muito mau por sinal), e o mais interessante é que mesmo eles estando a fazer playback desafinam para caraças. Onde e que está a porcaria do comando?


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