4.6.16

Jobs for the boys e Taróloga Psicopata

Os meus últimos dias foram vividos dentro de um bunker e, como tal, não tenho grande contacto com o mundo exterior. É certinho como o Renato Seabra apanha mais banhos de sol do que eu. Está bem, sim senhor, tenho internet e estou a par das noticias todas e mais algumas... mas nunca com a mesma profundidade de outrora! Vai que aparece uma notícia estapafúrdia que não lembra a ninguém, em formato de vídeo, sobre uma taróloga que aconselha a uma vítima de violência domestica a não reclamar quando apanha no lombo? Pois não posso ver, porque entretanto estou de auriculares, o dia todo, a receber informação que vem da régie! Chego a estar emocionado... consegui arranjar um empregozito em televisão, caraças! E quando eu reclamar que estou cansado, que não tenho forças para me mexer, que não aguento nem mais um segundo, que vou meter baixa, ou que simplesmente vou escrever uma carta de despedimento (sim, após três dias de trabalho) não levem a sério, sou só eu a adorar o que estou a fazer mas com algumas saudades (muitas) da minha velha boa vida em que não mexia uma palha. Entretanto, lá está, posso estar a par de toda informação crucial do que se passa no longínquo mundo exterior, mas não me posso meter a ver vídeos assim à vontadinha como quem não tem mais nada que fazer. Pois que só agora, acabado de chegar a casa, de rastos, é que tenho algum tempo (escasso) para ver a dimensão da parvoíce alheia e resolvi ver se, afinal de contas, não anda tudo a distorcer o que a dona taróloga disse. Que isto já se sabe, uma pessoa diz uma coisa, e as pessoas entendem outra. Mas não é que a gaja se passou da mioleira? Então a senhora diz-lhe "Ele bate-me" e não é que a querida dona bruxa lhe vai dizer que não vê na merda das cartas "uma separação". "Por enquanto é com ele que vai ficar", ó dona Cremilde (nome fictício) não se preocupe que não deve ser por muito tempo, que o seu marido limpa-lhe o sarampo e tudo se há-de resolver. "Quando damos violência, recebemos violência", pois eu até acredito que isto faça sentido e seja muito bonito, mas não será nestes casos, boa, sô dona bruxa? "Se você recebe violência, corte esse ciclo e...", como é evidente, coma e cale completamente que depois pára. Nem chore, que choradeira gera choradeira, e não há pachorra! E quando achamos que as baboseiras não podem piorar, eis que a nossa querida e ilustre aluna da Maya (só pode), diz: "continue que é para isto não piorar". Não é que ligar para a polícia vá melhorar grande coisa, também é verdade... pelo sim, pelo não, acabem com estes programas, a ver se a Maria Helena mete os papeis para a reforma mais cedo.


1 comentário:

  1. Eu, que não sou nada de frases feitas e máximas de Facebook, conheço uma que se aplica bem a estes casos de receber violência e responder com amor: do no harm, but take no shit.

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