5.8.16

Adivinhem quem é que eu vi no metro!!!!! (não é fácil)

Primeiro contar-vos que, não raras vezes, é frequente ver caras que me são familiares mas não sei ao certo de onde. São enigmas que podem durar meses a fio e, também com alguma frequência, é de súbito que percebo finalmente quem era. Há uns meses estava eu muito bem no metro quando, incrédulo, vejo uma rapariga cuja expressividade e a forma de falar era totalmente familiar. Eu tinha 100% de certezas que a conhecia, que já a tinha ouvido vezes sem conta, mas, claro fica, não sabia de onde. Escusado será dizer que passei o dia a tentar resolver a charada, a varrer memórias de locais e caras familiares, a remexer na gaveta a ver se lá descobria de quem era aquela tromba. Nada. Foi assim durante uns 3 ou 4 meses e não estou a exagerar. Até que, certo dia, no autocarro, também do nada, me lembrei. A tal rapariga era da minha aula de literatura portuguesa. Sim, tanta coisa para nada. Para que é que isto interessa? Para pouco. Entretanto ando com outra cara familiar, cuja voz eu consigo reproduzir na minha cabeça, mas que não faço a mais pequena ideia de onde. É que isto são situações para as quais a tecnologia não serve, problemáticas sem solução à vista. Se eu não soubesse o nome de um filme, do álbum ou de um ator, não descansaria enquanto não fosse ao google e resolvesse a dúvida. Ficando, só depois de me lembrar, completamente em paz e seguindo em frente com a minha vida. Nestas situações é bem mais complicado e durante meses tive de gerir alguma ansiedade de cada vez que me lembrava da cara que vi tal dia, naquele local, mas que já conhecia de outras andanças - só não sabia quais. Hoje então foi o cúmulo mas resolvi o enigma facilmente. Estava eu lindamente no metro, novamente, sim... em direcção à baixa quando, olhando em meu redor, vejo uma cara familiar. Por momentos pensei que poderia ser uma atleta qualquer e, depois, ainda me ocorreu ser a filha do Eusébio. Sim, a Carla, cujo jornalista chama de Sandra, enquanto esta tenta sorrateiramente fugir do repórter mas não consegue. A mesma que diz, durante a entrevista, que deu o maior presente da vida ao pai: dar-lhe vida. Essa mesmo. "Eu pedi, quando acordei, à minha avó (a minha avó tem muito a ver comigo e com ele)... isto é muito espiritual. Mas eu dar-lhe e eu tirar-lhe anos de vida. Para lhe dar a ele. (...) eu tirei dois cursos superiores, com o 5-3)". Pensei que fosse ela por uns momentos. Eu olhei para ela, ela olhou para mim e cada vez mais tinha a certeza que a conhecia. Horas mais tarde, já tinha esquecido o assunto, e não é que me cai a ficha?! Era a Isabel dos Santos!!!! A andar de metro, sim!!! De cabelo apanhado! A filha do ditador... perdão, do Sr. Presidente Zézinho Eduardo dos Santos. Era ela!! Será que queria ver como é ser pobre e andar no meio de tanta gente? Acham que sonhei? É que ela era menina para andar de jacto da Alameda para o largo Camões. Entretanto ontem também vi o Manuel Maria Carrilho e estive, vai não vai, para lhe perguntar pela Babá Guimarães. 


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