25.8.16

Os filhos do Diplomata

Primeiro mostrar desde já a minha solidariedade para com os gémeos. Andar a 200 à hora na 24 de Julho, sem carta, não devia ser um problema para filhos de diplomatas, era o que faltava! Quem me conhece sabe bem que para mim só a 230km/h, onde o céu é o limite. Se bem que, pensando bem, não convém que o céu seja assim, in loco, o limite. O Angélico saberia do que estou a falar. O Paul Walker, também. Eu não percebo qual é o drama em torno deste caso, para ser sincero. Comecei a conduzir com 10 anos e hoje só uso o metro porque gosto de me misturar com o povo, sentir os seus costumes. Do que mais gosto é de querer sair e ter pessoas a barrar-me a porta, a espumar da boca para entrar e conseguirem alapar o seu rabo num banco imundo, nem que para isso tenha de ficar retido mais uma estação ou outra. Para ser perfeito, ao sair, ainda posso ouvir algum comentário de indignação por lhe ter tocado - sim, isto aconteceu, e ainda ouvi um palavrão. Também sempre fui presunçoso e problemático. Já fumava, com 12 anos, os meus charutos cohiba behike e bebia o meu cálice de Château d'Yquem. Ah e tal, o Ministério dos Negócios estrangeiros quer, junto do Estado Iraquiano, que é de resto a única forma disto acontecer, retirar a imunidade diplomática! Pois acho mal! Muito mal até! E quando for eu, a espancar alguém? Sim, e quando for eu a dar umas valentes pegadas na cabeça de alguém? É que vontade não me falta. Tenho aí muita gente para deixar feito num 8, em coma induzido! Não me pode é acontecer nada, que eu sou, como todos vós sabeis, o filho do diplomata! Não há cá pedidos estapafúrdio para me retirar direitos. Também me vão tirar a imunidade? Era o que faltava, era, havia de ser bonito! Haider e Ridha Ali, amigos, estou com vocês nesta hora difícil. (PS, já agora aproveito a deixa, o nome deste blogue vem de uma música dos Vampire Weekend, cujo nome, pasme-se, é: Diplomat's Son). Surpresaaaa! 


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