8.8.16

Saudades do Sudoeste!

Por esta altura, há um punhado de anos (quando o cartaz do Sudoeste era bem melhor, ou pelo menos tentei convencer-me disso, porque já não vou), estava certamente a vibrar com os Friendly Fires. Tinha passado a tarde toda perto do palco para não perder nada e estava em ânsias! Vá, um bocadinho a fazer lembrar as miúdas que vão a correr Meo Arena dentro, descabelando-se umas às outras, para ver o Justin Bieber. Ou aquelas que dizem que nunca vão lavar a parte do corpo assinada pela banda favorita. A única diferença é que não havia muito por que batalhar, ou muitos cabelos para arrancar à minhã volta; não estávamos no palco principal e eu tinha bastante espaço de sobra para dar aos braços, pelo menos até faltar umas duas horas para o concerto - depois comecei a tornar-me agressivo e a ter de defender o meu território - já muito delimitado, diga-se de passagem. Do que me lembro - e obrigado ao segurança que fez questão de me arrancar a garrafa de litro e meio de vinho gazela das mãos - foi fenomenal. Ed Macfarlane a mostrar como é que se dança à seria, com todas as partes do corpo. Podia dar umas aulinhas ao Alex Turner, ainda que o miúdo não se safe nada mal. Sabia as letras todas e saltei até mais não ao som do Jump in the Pool, do Kiss of Life e essas todas, que já não me dá para ouvir, mas que recordo com saudosismo. O Sudoeste foi bonito. Aquela primeira noite onde de 5 em 5 minutos me aparecia alguém a querer vender droga, que saudades... agora em Lisboa, no Bairro Alto é só de duas em duas horas. Foi também bonito ter ficado a viver na Zambujeira Do Mar, ao invés de ficar no campismo a dormir em cima de rochas. Mas foi igualmente belo descobrir que afinal, as carrinhas que iam para o Z Mar, iam no sentido inverso à Zambujeira - erro trágico que me fez percorrer km's a pé do Z-Mar para a Zambujeira, que eu achava ser uma e a mesma coisa... ERRADO. Achei que ia morrer de cansaço ou simplesmente ser atropelado. Não havia luz, nem berma da estrada, nem taxis, nem pessoas a conduzir devagar. Ficará para os anais da história, por certo. No meu ano houve ainda Massive Attack, Air, M.I.A, Groove Armada e, claro, os meus queridos The Wailers e The Steel Pulse, com os quais chorei uma lagrimita ou outra ao som dos clássicos. Tantas coisas boas... ele foi apanhar boleia de um desconhecido bêbado que nos deixou num descampado (achámos que iamos ser mortos à paulada), ele foi ter polícias a dizerem para termos cuidado com os condutores bêbados, quando nós estávamos já num estado lastimável... mas o que mais marcou no Sudoeste passou-se em 2011, altura em que eu achava que ia finalmente poder ver Amy Winehouse ao vivo, altura em que eu não cabia em mim de contentamento. Não cheguei a ir. 


Sem comentários:

Enviar um comentário