6.12.16

Uma tragédia nunca vem só

Isto é assim: fiquei a saber que vou usar óculos. Sempre vi bem ao perto e ao longe, e até aqui tudo muito bonito. Só que, recentemente, dei comigo a ter algumas dores ao redor dos olhos. Pois que, sei por certo, em muito se deve ao facto de por cima de mim, enquanto trabalho, ter uns 20 projetores de luz forte. Isto durante cerca de 9 horas diárias. Não há um raio de luz natural. Não me estou a queixar, estou só a constatar um aspeto menos bom de trabalhar num estúdio de televisão. Além disto, ainda passo o dia entre o telemóvel e o ecrã do computador. Depois de uma incursão a um oftalmologista, deparo-me com um diagnosito inesperado: estou grávido. É verdade. Vai-se chamar estigmatismo. E agora deparo-me, também, com a tragédia de... escolher óculos que não me façam parecer, e citando uma certa e determinada pessoa que andou com uns óculos Ralph Lauren super antiquados, com cara de suricata. Entretanto já fiz uma investigação sobre formatos de caras e formatos de óculos e a conclusão continua a ser: não fui feito para usar óculos. No meio disto tudo há gente com quem me cruzo que deve achar que me estou a fazer ao piso. Mal vejo alguém com óculos começo logo numa troca de olhares intenso, na tentativa de perceber se gosto ou não... dos óculos. Se levar um murro na boca será porque, lá está, alguém achou que eu estava a exagerar nas manobras de sedução. Podia jurar que, no outro dia, uma chinesa esteve quase a chamar a policia com medo de ser violada, ainda por cima numa altura em que se fala tanto sobre o Último Tango em Paris, anda tudo com medo de apanhar na porta de trás com ajuda de manteiga. Porém, acho que encontrei os óculos da minha vida. Serão estes meninos em principio, que têm a dizer sobre isto, leitores imaginários? Mais exitante que usar óculos só mesmo ver a Maria Schneider levar no pacote.




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