13.1.17

A minha Sexta-feira 13 a começar lindamente

Hoje, e ao contrário do que é habitual, entrei às 9h00. Não estava em Lisboa e, por isso, acabei por ter de me levantar às 6 da manhã. A noite foi conturbada e um dos últimos sonhos envolvia, nada mais nada menos que... a Maria Leal. Posto isto, dormi pouco e mal, porque, já se sabe, quando se sonha com tamanha figura da cultura portuguesa, é difícil descansar como deve de ser. Ia apanhar o meu jato particular (a.k.a expresso), quando vejo uma família de indianos/iranianos/iraquianos/outra nacionalidade qualquer, cheios de malas e com uns putos fofinhos a reboque, prontos para entrar e seguir viagem. Era tão cedo que ainda estava escuro, e nisto lembro-me de olhar para eles e pensar qualquer coisa como: "coitadinhos, tão cedo e já aqui andam...". Mal podia eu imaginar no que me esperava... 

Entrei no autocarro e lá fui eu, para o fundo, onde podia aproveitar uma hora e 15 minutos a dormir e a babar-me, de boca aberta, enquanto a cabeça descai para a frente e para os lados, todo torcido e com dores no pescoço, mas que se lixe, um tipo não quer saber - aquela hora ia ser revitalizante. SÓ QUE... os queridos papás dos putos, resolveram ir também para os lugares do fundo. Tudo muito certo, o multiculturalismo é uma experiência social de aprendizagem... ou não, porque não consegui pregar olho e já queria era que aquela gente fosse TODA deportada, TODA recambiada para o Zimbabwe. Eu não estou a exagerar se disser que aquelas gralhas (os pais, não os miúdos) não se calaram 1 minuto. Havia por ali uns segundinhos promissores de pausa, mas era falso alarme. Eu perguntava-me repetidamente que raio tinha aquela gente para dizer um ao outro, de tão importante, que não pudessem esperar pelas, vá, 10 da manhã!!! Como é que alguém tem tanto para dizer às 7 da matina??? Ainda pensei, parvo de mim, que meia horinha e cansavam-se, imaginando que por essa altura conseguiria, pelo menos, passar pelas brasas. NADAAAAA. Nhó nhó nhó, nhé nhi nhi, tshu tshu tshi, ronhó nhó... Entretanto quando já tudo parecia perdido, e nada podia piorar, estávamos a chegar a Lisboa, já de dia, e o puto vai de começar a cantar. Primeiro uma musica qualquer tenebrosa que ninguém percebia, depois, solta-me um "é natal, é natal, tudo bate o pé, vamos pôr o sapatinho lá na chaminé". Ou dar com o sapatinho na cabeça dos vossos lindos papás até ficarem inconsciêntes, e calarem o bico (nada assegurado ainda assim), o que acham?? Tive vontade de tudo: chorar, gritar, ajoelhar-me e pedir para se calarem só meia-horinha; perguntar o assunto só para ver se se justificava... também me deu vontade de ir para a Índia torturar indianos que andem em autocarros e queiram dormir uma sesta, a falar português até eles não aguentarem mais. Depois cheguei ao trabalho e percebi que é sexta-feira 13. Tudo começou a fazer sentido. Começou cedo o rol de desgraças, o que me faz pensar que lá pelas 18 horas já devo ter sido atropelado por um camião, ou deve-me cair uma bigorna em cima aí pelas 16. Bom dia!!!!


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