11.2.17

O Que seria de mim sem notícias destas

Sou levado a questionar-me, mais vezes do que seria desejável, sobre a seguinte problemática: o que seria de mim sem as preciosas notícias com que sou brindado todos os dias? A minha vida seria por certo bem mais aborrecida. A de ontem, do jornal i, é verdadeiramente umas das melhores e mais divertidas dos últimos tempos. Um total regozijo. Coloca-me frente a frente com a possibilidade de a Mona Lisa, essa grande senhora (ou senhor, que isto há teorias para tudo), seria uma grande javasca e andava com sífilis. Ao que o jornal i indagou: Será este o segredo escondido na obra?????? Oh, então, não se está mesmo a ver que o Leo quando estava a pintar a querida, queria sorrateiramente dizer ao mundo que aquela badalhoca tinha uma DST? Assim uma espécie de alerta: cuidado, muito cuidado, que esta menina, que até parece muito jeitosa e sensual, esconde ali uma série de bactérias!! E aquele sorriso manhoso dela? Não diz tudo? Não transmite logo que está preocupadíssima com a doença que a assola? ...Atenção, que esta hipótese é agora levantada por um crítico literário do jornal Guardian, sustentada num documento que refere uma visita da Gioconda a um convento comprar, nada mais nada menos que, pasme-se, "água de lesmas". Esta fonte de sais minerais era vulgarmente destinada a tratar doenças sexualmente transmissíveis! Ela podia ter ido comprar para uma amiga envergonhada, ou não podia? Ela podia ter ido comprar para tratar antes uma candidíase vaginal... mas não, é logo sífilis, à bruta. Segundo o iluminado (vulgo, crítico), a doença ajudaria a explicar e passo a citar: "a sensação macabra que a pintura transmite". Ora, era mais que evidente. E vamos ver e afinal o Leo só se dedicava a pintar gente com doenças múltiplas, já que, por exemplo, A Anunciação (quadro de 1475), também manda umas péssimas vibes e aquela malta estava claramente cheia de herpes genital, gonorreia e clamídia. Agora que penso nisso, a única sensação mesmo macabra que eu senti, quando "vi o quadro", foi asfixia. Isto enquanto tentava, todo esticado, ver um fio de cabelo da Gioconda, a uns 3km de distância no museu do Louvre.


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